

Este congresso nasce com o propósito de reunir profissionais comprometidos com o estudo, a prática clínica e o avanço das terapias de reprocessamento no cuidado com o trauma e o desenvolvimento humano.
Serão dias de imersão em conhecimento científico, prática clínica e troca de experiências, promovendo um espaço de aprendizado, reflexão e conexão entre profissionais de diferentes regiões do Brasil e do mundo.
O congresso contará com a participação de convidados nacionais e internacionais de destaque, trazendo contribuições relevantes para o aprofundamento teórico e a aplicação prática de abordagens como o EMDR e o Brainspotting, entre outras terapias voltadas ao processamento de experiências traumáticas.
A TraumaClinic, organizadora do evento, é referência na formação de profissionais em Psicoterapia EMDR no Brasil, atuando desde 2004 com excelência no ensino, na prática clínica e na disseminação de conhecimento na área do trauma psicológico. Ao longo de sua trajetória, tem contribuído para o desenvolvimento de uma rede sólida de profissionais qualificados, comprometidos com uma atuação ética e transformadora.
Este congresso é um convite para ampliar olhares, aprofundar conhecimentos e fortalecer conexões em um ambiente acolhedor, científico e inspirador.

Nosso evento será realizado nos dias 9, 10, 11 e 12 de outubro de 2026.
Estaremos no Hotel Mercure Lourdes, localizado na Av. do Contorno, 7315, Lourdes, Belo Horizonte – MG, Brasil (CEP: 30110-047).
Participantes do congresso precisam utilizar o código “Congresso TraumaClinic” caso queiram reservar hospedagem no mesmo hotel com desconto.

Para quem chega pelo Aeroporto Internacional de Belo Horizonte – Confins, há algumas opções de transporte até o Hotel Mercure Lourdes. Confira:
OPÇÃO 1
ÔNIBUS EXECUTIVO
Opção mais econômica
OPÇÃO 2
UBER
Opção mais prática
OPÇÃO 3
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Opção mais tradicional

Nossa parceira Turismo10 está com uma condição especial para os congressistas!
Quem fechar com eles o pacote completo (passagem aérea + hospedagem + traslado aeroporto x hotel x aeroporto) ganhará como cortesia 2 passeios incríveis em Minas Gerais!
Confira o que será disponibilizado para quem chegar antes do evento e tiver 2 dias inteiros livres:
CITY TOUR
Belo Horizonte
Realização: segundas, terças, quartas, quntas, sextas ou sábados
PASSEIO
Ouro Preto e Mariana
Realização: terças, quartas, quntas, sextas, sábados ou domingos
CONTATO
Turismo10
Representante Priscila Souza


WORKSHOP | Pré-Congresso
Técnica Flash Autoadministrada
Sik-Lam Wong

Cerca de 37 milhões de refugiados e deslocados internos precisam de terapia para trauma no mundo, e não há terapeutas suficientes. Sik-Lam Wong, terapeuta sediado em Berkeley (Califórnia), mostra como a Técnica Flash, desenvolvida por Phil Manfield e colegas (2017), reduz a perturbação emocional em 10 a 20 minutos e pode ser aprendida em cerca de um dia, ideal para intervenções de baixa intensidade e "task shifting".
Do fundamento neurocientífico (amígdala, córtex pré-frontal e substância cinzenta periaquedutal) aos cinco roteiros adaptados para uso autônomo (varredura corporal, punhos cerrados, contagem progressiva de três, braços relaxados e roteiro simples), o percurso cobre segurança (mil vítimas da guerra civil na Etiópia, sem nenhum episódio de ab-reação), resultados com mais de 300 participantes (tamanhos de efeito acima de 0,8) e os limites éticos: uma ferramenta para "baixar a temperatura" de memórias perturbadoras, não um substituto da psicoterapia.
WORKSHOP | Pré-Congresso
Manejo clínico do Trauma Intrauterino
Silvia Guz

O objetivo da apresentação é trazer conteúdos teóricos que embasam o manejo clínico do reprocessamento dos traumas intrauterinos em toda a sua complexidade:
• O que é;
• Como fazer;
• Como sustentar um mergulho tão profundo na experiencia de trauma precoce.
WORKSHOP | Pré-Congresso
Protocolo MAP para Comer Emocional e outras Adições
Patricio Galleguillos

O Comer Emocional (CE) constitui uma resposta desadaptativa diante de experiências traumáticas (principalmente relacionais) e da desregulação afetiva, mais do que uma simples falta de força de vontade. A partir do Modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI) da terapia EMDR, as memórias traumáticas armazenadas de forma desadaptativa ativam mecanismos dissociativos que afastam o paciente da consciência corporal e emocional.
Este estudo apresenta o Protocolo de Más Interpretações para Adições (MAP), adaptado especificamente para o Comer Emocional e para a resistência ou fobia à atividade física. O Protocolo MAP aborda as defesas pós-traumáticas subjacentes ao Comer Emocional, permitindo restaurar o equilíbrio entre os sistemas de ameaça, conquista e regulação.
Ao reprocessar as falsas interpretações associadas à alimentação e reclassificar a ativação simpática como vitalidade, em vez de perigo, oferece um modelo clínico seguro, abrangente e estruturado para o tratamento do comer emocional, da obesidade e do sedentarismo em contextos de psicologia clínica e da saúde.
WORKSHOP | Pré-Congresso
Psicoterapia em grupo com EMDR: é possível?
Adineide Nolasco

A proposta deste workshop é oportunizar aos participantes participar e assistir uma demonstração de sessão de Psicoterapia em grupo, seguindo as 8 Fases do Protocolo Clássico do EMDR, além da utilização de técnicas de dinâmica de grupo e do Psicodrama.
PALESTRA | Congresso
Dominando o EMDR: do conhecimento do protocolo à habilidade clínica
Rotem Brayer

Nesta palestra, Rotem Brayer explora por que a maioria dos terapeutas de EMDR não melhora com o tempo, e o que fazer a respeito. Partindo da metáfora do futsal brasileiro, que desenvolve jogadores excepcionais por meio de prática intensa e focada, a apresentação examina o problema global da sobrecarga de informação e como ele afeta a formação terapêutica: o "efeito mangueira de incêndio" dos treinamentos básicos, a proliferação de protocolos (PPP) e a lacuna entre conhecimento conceitual e habilidade procedimental.
Com base em pesquisas sobre prática deliberada (Ericsson, Colvin), ciência da aprendizagem (Brown, Roediger & McDaniel) e estudos sobre efetividade clínica (Miller, Hubble, Duncan; Goldberg et al., 2016), a palestra propõe uma mudança de paradigma: melhor em vez de mais. O público aprenderá a identificar sua "zona de aprendizagem", aplicar ensaio comportamental com feedback, e transformar a supervisão em EMDR de tradicional para intencional, com metas pequenas e concretas, foco em micro-habilidades e repetição estruturada. Uma jornada da largura para a profundidade, rumo à excelência clínica.
PALESTRA | Congresso
Introdução ao Protocolo Imediato de Estabilização (ISP)
Dr. Gary Quinn

Gary Quinn, psiquiatra de Jerusalém e um dos primeiros terapeutas de EMDR do mundo — treinado por Francine Shapiro, cujo primeiro workshop internacional aconteceu em Israel — apresenta o ISP, desenvolvido no contexto dos atentados terroristas em Israel.
Do caso fundador — uma sobrevivente de ônibus explodido, em terror congelado, reduzida de 10 para 2 na escala de perturbação — aos soldados que retornam ao combate em 2 a 3 horas, passando por terapeutas traumatizados na Ucrânia, sobreviventes do terremoto na Turquia e do tsunami na Tailândia, o ISP combina toques rítmicos com afirmações positivas verdadeiras, sem revisitar a memória do trauma — o que evita a re-traumatização.
Com estudos doutorais publicados, treinamento de apenas 4 horas e aplicação possível por leigos treinados, o ISP se apresenta como potencial "RCP das crises mentais".
PALESTRA | Congresso
Feridas invisíveis: trauma desenvolvimental perinatal e cura intergeracional
Dra. Mara Tesler Stein

A palestra pretende abordar a natureza frequentemente invisível do trauma perinatal e desenvolvimental, destacando como complicações na gestação, partos traumáticos e internações em UTIs neonatais são comumente reduzidos a questões médicas, ignorando seus impactos emocionais e relacionais profundos.
Com base em décadas de experiência clínica e pesquisa, o texto demonstra que esses traumas interrompem janelas críticas de desenvolvimento e neuroplasticidade, afetando a construção da identidade parental e a formação do vínculo de apego seguro nos bebês.
Ao evidenciar que traumas não tratados podem ser transmitidos intergeracionalmente e manifestar-se em clientes adultos como feridas de apego ou desregulação somática, a apresentação defende que a compreensão do período perinatal é essencial para profissionais de EMDR, permitindo intervenções precoces que interrompam ciclos de sofrimento e promovam uma cura genuína desde a raiz.
APRESENTAÇÃO | Congresso
Os nós e os laços na trama do casal
Silvana Salomoni

Esta apresentação parte da ideia de que a formação de um casal coloca lado a lado as bagagens individuais de cada parceiro: o legado familiar de cada um, o temperamento biológico, os ecos de experiências traumáticas, os traços de personalidade, a rede de relações de cada um, além de propósitos e estilos de vida.
Esses elementos de bagagem repercutem diretamente nas interações do casal, influenciando a combinação de padrões de apego, as vivências sexuais, a comunicação em sentido amplo e o compromisso com a relação e com o parceiro. Na continuidade dessas interações, formam-se padrões que se projetam em harmonia em alguns aspectos e em desarmonia em outros, gerando tanto resiliência quanto dificuldades e desafios.
Com o passar do tempo, alguns laços podem apertar e deixar de ser funcionais, enquanto alguns nós podem se esgarçar e resultar em mais flexibilidade. Por isso, o casal precisa atualizar constantemente as maneiras de se relacionar para que o vínculo siga saudável e "bom o suficiente" para os dois.
A psicoterapia de casal surge então como caminho para esse cuidado, trabalhando com foco tanto na relação quanto nos indivíduos e seus traumas. Quando se desata um nó, sobra espaço para criar um novo laço, ou seja, o trabalho de desfazer o que trava a relação é justamente o que abre possibilidade para vínculos mais saudáveis e renovados.
APRESENTAÇÃO | Congresso
Do diagnóstico ao encontro: corpo, vínculo e comunidade em Minkay Brainspotting Grupal
Glenda Villamarín

Minkay Brainspotting Grupal é uma proposta que combina Brainspotting, o Modelo Neurosequencial de Perry, Theraplay, Psicodrama e saberes andinos para abordar o trauma e o sofrimento relacional em contextos coletivos.
Em vez de organizar a intervenção a partir de um diagnóstico, o dispositivo cria primeiro um "ninho" de corregulação lúdica, continua com uma fase de liberação somática profunda e culmina em um "selo" ritual que restitui o sentido e o pertencimento.
A partir de vinhetas clínicas e achados qualitativos preliminares, a apresentação mostra como o jogo, o ritmo e a comunidade podem ampliar os limites da psicoterapia tradicional e oferecer uma clínica do cuidado.
APRESENTAÇÃO | Congresso
Psicodélicos na clínica do trauma: fundamentos neurobiológicos e proposta de Protocolo Cetamina-EMDR
Maria Inês Mesquita

A palestra aborda os fundamentos neurobiológicos dos psicodélicos, com foco na cetamina e seus efeitos sobre a neuroplasticidade e a dinâmica de redes neurais, incluindo a rede de modo padrão, associados à flexibilização de padrões emocionais rígidos. Esses efeitos podem favorecer o acesso a redes de memória previamente evitadas, especialmente em quadros marcados por esquiva e rigidez de padrões emocionais, podendo também envolver diferentes níveis de dissociação.
A proposta central apresenta uma integração entre cetamina e EMDR, na qual a experiência induzida pela cetamina é utilizada como facilitadora do acesso ao material traumático, enquanto o EMDR atua como ferramenta de organização e direcionamento do reprocessamento dessas redes ativadas.
Serão apresentados critérios clínicos de indicação, limites da abordagem e uma proposta de sistematização prática para a integração entre cetamina e EMDR.
APRESENTAÇÃO | Congresso
Do Caos à Coesão: Desdobramento da Rede EMDR diante do terremoto da Venezuela em 2026 | Sistematização de uma resposta humanitária precoce em saúde mental em contexto de crise complexa sociopolítica
Deglya Camero

1. Contexto “Venezuela”: Causa do agravamento do impacto psicologicamente traumático do duplo sismo.
2. Da confusão à operacionalidade: Processo de construção de estratégias de ajuda humanitária psicológica em meio ao caos. O passo-a-passo.
3. Desenvolvimento da configuração de uma equipe de resposta: Curto, médio e longo prazo ao trauma psicológico.
4. Primeiros resultados: Aplicação dos Protocolos PIPARA e G-TEP em uma pequena parte da população afetada.
5. Plano de acompanhamento integral à população afetada (Fases 1 e 2): Elaboração do Plano de Acompanhamento por meio de equipes de terapeutas EMDR e psicólogos não-EMDR da Federação de Psicólogos da Venezuela. Ativação de núcleos de saúde mental em campo.
APRESENTAÇÃO | Congresso
Antes das palavras: quando o corpo é a única memória | Trauma precoce, trauma pré-verbal e os caminhos do reprocessamento
Jackeline Gomes

A apresentação aborda o trauma precoce, com ênfase em sua dimensão pré-verbal, refletindo sobre experiências que, por ocorrerem antes da linguagem, muitas vezes não se organizam como narrativa, mas permanecem inscritas no corpo, na regulação e nos padrões de vínculo. A partir de uma leitura desenvolvimental e clínica, serão discutidos os impactos desse trauma e os caminhos do reprocessamento na Psicoterapia EMDR.
PALESTRA | Congresso
Atualizações na Neurobiologia e teoria da Psicoterapia EMDR
Dr. Uri Bergmann

Compreender o cérebro pode tornar os terapeutas de EMDR melhores? Uri Bergmann, Ph.D., responde com um percurso neurobiológico que questiona pressupostos fundamentais do tratamento do TEPT complexo, transtornos dissociativos e apresentações caracterológicas.
Do "erro de Descartes" — a separação artificial entre mente e corpo — à mudança de paradigma da neurociência cognitiva (hemisfério esquerdo) para a neurociência afetiva e do desenvolvimento (hemisfério direito), a apresentação percorre o cérebro dividido (McGilchrist), a distinção entre emoções e sentimentos (Damasio, Panksepp), as redes neurais — rede executiva central, rede de modo padrão e rede de saliência —, os quatro ramos do sistema nervoso autônomo, incluindo o "cérebro intestinal" e o "cérebro cardíaco", a teoria polivagal (Porges) e os sistemas de memória.
O argumento central: o EMDR é mais robusto quando mira a memória implícita, não-declarativa e não-consciente — pois "o self é sentido antes de ser pensado".
PALESTRA | Congresso
Da Semente à Árvore: A História do EMDR e os Desafios a Futuro
Dra. Esly Carvalho

Embarque em uma jornada histórica e visionária sobre a evolução da Psicoterapia EMDR no Brasil e na América Latina! Nesta palestra, Dra. Esly Carvalho compartilhará a trajetória de crescimento desta poderosa abordagem psicoterapêutica de reprocessamento, desde a sua "semente" até sua transformação em uma "árvore" de raízes profundas em nosso continente.
Além de resgatar esse legado inspirador, a palestra trará um debate profundo sobre os desafios e as perspectivas futuras do EMDR no cenário brasileiro e latino-americano, tudo isso fundamentado na aplicação prática e clínica do consagrado Protocolo de Três Etapas da Psicoterapia EMDR.
Esly Carvalho é presidente do Grupo TraumaClinic e uma das maiores referências em psicotrauma e em EMDR na América Latina. Treinada pela própria Dra. Francine Shapiro (descobridora do EMDR), ela foi a grande responsável por plantar a semente do EMDR no Brasil, dedicando sua carreira à expansão, ensino e consolidação desta abordagem transformadora.
WORKSHOP | Pós-Congresso
EMDR na saúde mental reprodutiva, perinatal e do bebê: a Lente Conceitual Integrada
Dra. Mara Tesler Stein

Este workshop apresentará uma abordagem clínica que integra a Psicoterapia EMDR com a saúde mental reprodutiva, perinatal e do bebê, por meio da Lente Conceitual Integrada. É voltado tanto para profissionais de EMDR que desejam aprofundar-se no contexto perinatal quanto para profissionais da perinatalidade que querem incorporar o EMDR. O workshop oferecerá fundamentos teóricos e ferramentas práticas imediatamente aplicáveis à conceituação de casos e ao planejamento do tratamento. Os participantes aprenderão a aplicar a Lente Conceitual Integrada para compreender como o trauma interfere em três tarefas desenvolvimentais centrais: a construção da identidade parental, a regulação emocional e o gerenciamento de relacionamentos. Por meio de uma matriz prática que cruza tarefas desenvolvimentais e dimensões do trauma, os profissionais serão orientados na coleta de história, na seleção de alvos e na sequência do tratamento dentro das oito fases e do Protocolo de Três Etapas do EMDR, combinando instrução didática, ferramentas práticas (matriz e diagrama), estudos de caso e discussão em grupo, proporcionando aos alunos uma experiência aplicável à prática clínica imediata.
OFICINA 1A | Congresso
EMDR para Transtornos do Sono
Bianca Breus Bassi
Este trabalho apresenta uma proposta inovadora para o tratamento dos transtornos do sono a partir da Psicoterapia EMDR. A obra EMDR para Transtornos do Sono, de Bianca Bassi e Esly Carvalho, explora como experiências traumáticas — especialmente marcadas por ameaça, ansiedade e hiperresponsabilização — podem moldar padrões duradouros de vigilância e interferir na arquitetura natural do sono.
A partir de observações clínicas e da construção de um protocolo sistematizado, as autoras descrevem como sintomas como insônia, pesadelos e paralisia do sono frequentemente se relacionam a memórias disfuncionais que permanecem ativas no sistema nervoso, mantendo o organismo em estado de alerta.
O livro propõe um modelo de avaliação que integra histórico traumático, crenças nucleares, respostas fisiológicas e comportamentos de evitação, articulando-os ao processamento adaptativo de informações. O protocolo apresentado combina fases estruturadas do EMDR com intervenções específicas para reduzir hiperexcitação, reorganizar sensações corporais associadas ao medo noturno e instalar recursos de segurança interna.
A abordagem enfatiza o uso de imagens mentais, recursos somáticos e preparação regulatória para ampliar a tolerância emocional antes do processamento das memórias-alvo. Este trabalho visa contribuir para a prática clínica ao oferecer uma estrutura clara, reproduzível e sensível às particularidades dos transtornos do sono, ampliando a compreensão sobre sua base traumática e propondo caminhos terapêuticos efetivos para sua resolução.
OFICINA 1B | Congresso
Além do Trauma: Modelo Integrativo de Intervenção Precoce, Manejo Clínico e Reprocessamento em EMDR para Casos de Sofrimento Psíquico Grave | Psicoses e Correlatos
Raquel de Paiva
O atendimento de pessoas em sofrimento psíquico grave constitui um dos principais desafios para terapeutas EMDR, especialmente em quadros marcados por desregulação emocional, dissociação, alterações da identidade, comprometimento relacional e crises recorrentes.
Embora o Modelo de Processamento Adaptativo da Informação (AIP) represente a base teórica do EMDR, casos complexos frequentemente exigem um processo ampliado de avaliação, estabilização e tomada de decisão clínica antes do reprocessamento. Este workshop apresenta um Modelo Integrativo de Intervenção Precoce e Manejo Clínico, fundamentado na articulação entre o Modelo AIP, a neurobiologia do trauma, a Teoria do Apego, a Teoria Polivagal, a Psicopatologia Fenomenológica, a abordagem fenomenológico-existencial e a abordagem sistêmica.
O modelo compreende o reprocessamento como uma etapa de um processo terapêutico progressivo, iniciado pelo acolhimento, construção do vínculo, compreensão da experiência vivida, formulação clínica integrada e estabilização. A proposta organiza o cuidado em seis etapas: intervenção precoce, manejo clínico, estabilização, avaliação da prontidão para o reprocessamento, intervenção com EMDR e integração terapêutica.
Entre suas contribuições destaca-se a sistematização de critérios clínicos para apoiar a decisão sobre o momento adequado para iniciar o reprocessamento em pacientes com transtornos dissociativos, transtorno bipolar, transtorno da personalidade borderline, crises psicóticas e transtornos do espectro da esquizofrenia, em articulação com o acompanhamento psiquiátrico e a rede de cuidado.
O modelo será ilustrado pelo Caso Vitória, oriundo da pesquisa de doutorado da autora, apresentado como caso paradigmático para demonstrar sua aplicação clínica. Espera-se contribuir para o aprimoramento do raciocínio clínico em EMDR, integrando evidências neurobiológicas, compreensão fenomenológica e segurança clínica no cuidado às pessoas em sofrimento psíquico grave.
OFICINA 1C | Congresso
Psicoterapia EMDR e Gestalt: Terapia no tratamento do Trauma de Apego | Um relato clínico
Ligia Mendes
O trauma de apego compreende experiências adversas vividas nas relações primárias de cuidado, especialmente quando os cuidadores falham em oferecer segurança, previsibilidade e proteção. Situações de negligência, instabilidade emocional, violência ou abuso de substâncias por parte dos familiares podem comprometer o desenvolvimento de um apego seguro, afetando a construção da autoestima, a regulação emocional e a capacidade de estabelecer vínculos saudáveis na vida adulta.
Este trabalho apresenta um relato clínico da prática integrativa entre Gestalt-Terapia e a psicoterapia EMDR unindo as duas abordagens no tratamento do Trauma de Apego. O caso refere-se à paciente “Amanda”, mulher adulta, filha de pai alcoolista, que procurou psicoterapia em razão do sofrimento decorrente da dependência emocional em relação aos filhos, da dificuldade de investir em projetos pessoais e do padrão recorrente de colocar as necessidades dos outros acima das suas.
A história clínica revelou experiências precoces marcadas por insegurança emocional e ausência de suporte afetivo consistente. Durante o tratamento da cliente citada acima, foram utilizados os conceitos da Gestalt-terapia como, confluência e awareness, permitindo o reconhecimento de necessidades emocionais negligenciadas, os padrões relacionais repetitivos e fortalecendo as fronteiras do EU. Paralelamente, a Psicoterapia EMDR possibilitou o reprocessamento de memórias relacionadas às experiências traumáticas de apego, promovendo redução da ativação emocional, flexibilização de crenças disfuncionais e fortalecimento de recursos internos.
Os resultados observados incluíram maior autonomia emocional, ampliação do autocuidado, redução dos comportamentos de dependência emocional e fortalecimento do senso de identidade. Conclui-se que a integração entre Gestalt-Terapia e EMDR constitui uma estratégia clínica capaz para alcançar de forma rápida e significativa o tratamento do trauma de apego, favorecendo processos de reparação relacional, autorregulação emocional e desenvolvimento de relações mais saudáveis e satisfatórias.
OFICINA 2A | Congresso
Psicoterapia EMDR e Gestalt: Terapia no tratamento do Trauma de Apego | Um relato clínico
Ligia Mendes
Na prática clínica com mulheres no climatério, observa-se com frequência que pacientes que mantiveram adequado funcionamento familiar, profissional e social ao longo de décadas passam a relatar, nessa fase da vida, maior sofrimento emocional, sensação de sobrecarga, dificuldades na regulação emocional, alterações do sono e queixas cognitivas que afetam sua qualidade de vida. Esse fenômeno desperta questionamentos sobre fatores que podem contribuir para a intensificação dessas manifestações além das alterações hormonais tradicionalmente associadas ao climatério.
O climatério constitui um período de importantes transformações neurobiológicas que podem repercutir na regulação emocional, na atenção, na memória e na capacidade de adaptação ao estresse. Ao mesmo tempo, muitas mulheres chegam a essa etapa após anos de exposição a múltiplas responsabilidades, perdas, adversidades e situações persistentes de sobrecarga.
A experiência clínica sugere que os efeitos cumulativos do estresse crônico podem adquirir maior expressão durante esse período. Demandas anteriormente administradas com relativa estabilidade podem passar a exigir maior esforço emocional e cognitivo, favorecendo o surgimento ou a intensificação de sintomas que impactam o funcionamento cotidiano.
A Terapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), fundamentada no Modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI), oferece uma estrutura clínica para compreender como experiências adversas e fontes contínuas de estresse podem permanecer influenciando respostas atuais diante de novas demandas adaptativas.
Este trabalho compartilha reflexões oriundas da prática clínica sobre o impacto do estresse crônico no climatério e discute contribuições da Terapia EMDR para a compreensão desse fenômeno. Considerar simultaneamente as mudanças neurobiológicas dessa fase e as experiências acumuladas ao longo da vida pode ampliar as possibilidades de cuidado junto às mulheres que vivenciam sofrimento emocional durante o climatério.
OFICINA 2B | Congresso
Marcas na mente, nós no corpo: desfazendo o trauma das falas destrutivas através do EMDR
Milena Santos Araujo
A violência verbal na infância e na adolescência constitui uma forma de trauma relacional frequentemente negligenciada, apesar do seu potencial de gerar impactos significativos no desenvolvimento psíquico, emocional e neurobiológico. Diferentemente de outras formas de violência mais facilmente identificáveis, a ser naturalizadas nos contextos familiares, escolares e sociais, dificultando o reconhecimento de seus efeitos a longo prazo. Comentários depreciativos, críticas constantes, humilhações e desqualificações podem influenciar negativamente a construção da autoimagem, das crenças centrais e dos mecanismos de regulação emocional, comprometendo a saúde mental ao longo da vida.
Este estudo tem como objetivo analisar os impactos da exposição a falas destrutivas durante o desenvolvimento humano, compreender de que forma essa experiência influencia os aspectos emocionais, cognitivos e comportamentais, bem como sua relação com a consolidação de crenças negativas sobre si mesmo, e discutir a contribuição da psicoterapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing) para o reprocessamento dessas experiências traumáticas.
Trata-se de uma pesquisa qualitativa, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica sistemática da literatura nacional e internacional. A investigação contemplará estudos relacionados ao trauma relacional, à neurobiologia do trauma, à memória traumática, à somatização e aos protocolos terapêuticos da abordagem EMDR. Como complemento à revisão teórica, poderão ser utilizados casos clínicos oriundos da prática profissional da pesquisadora, selecionados por sua relevância para a compreensão dos efeitos da violência verbal e dos processos de reprocessamento traumático, respeitando os princípios éticos de confidencialidade e anonimização.
Espera-se identificar evidências que demonstrem a associação entre violência verbal recorrente, dificuldades emocionais, alterações comportamentais e prejuízos nos sistemas de resposta ao estresse. Além disso, pretende-se verificar o potencial da psicoterapia EMDR para favorecer o reprocessamento adaptativo das memórias traumáticas, promovendo redução da reatividade emocional, fortalecimento da autorregulação e melhora da saúde mental.
OFICINA 2C | Congresso
O Regate da Voz: EMDR e Psicodrama no Manejo de Conflitos Profissionais
Eryka Serur
Paciente do sexo masculino, 33 anos, casado, anestesista, apresentava queixa de se sentir "travado" diante de cirurgiões impositivos e intransigentes na sala de cirurgia de transplante de órgãos, local de trabalho que demanda alta pressão e comunicação assertiva. A anamnese (Fase 1) revelou infância com pai rígido e agressões físicas se o confrontasse, mesmo estando certo. Sofria bullying escolar por sobrepeso. Mudou-se para a capital para estudar, sem os pais, e era sempre protegido pela irmã. O plano terapêutico (Fases 2 e 3) integrou o EMDR com o Psicodrama a partir da necessidade de desfazer o amálgama entre o papel de um pai rígido e de cirugiões intransigentes, como figuras opressoras, na relação através do papel de filho (criança) e médico (adulto).
Com o Protocolo Clássico do EMDR (Fase 4), foram reprocessadas cenas de injustiças da infância proporcionadas pelo pai, por colegas da escola e, mais tarde, pela mãe. Além disso, cenas da vida adulta, incluindo discussões com os cirurgiões sobre condutas médicas baseadas em evidências científicas quando sentia que se fechava e perdia a voz no meio da argumentação: "estou parecendo inseguro por não falar" (SIC).
No Psicodrama, com a Técnica de Construção de Imagens Psicodramáticas com Tecidos (Jaime Rojas-Bermúdez), foi realizado um Retrato de Família, permitindo que sentimentos e vivências fossem projetados em tecidos e construção de imagens. Ao inverter papéis e entrar no lugar do pai e avô, o paciente compreendeu que havia um comportamento transgeracional: homens fechados, sobrecarregados e pouco afetivos. Dessa forma percebeu que a rigidez paterna refletia as limitações do próprio pai, e não um filho insuficiente.
Como resultado, paciente relatou melhora expressiva na comunicação no papel de médico anestesista. Desenvolveu uma postura firme, incluindo o respaldo legal com documentos médicos garantindo sua autonomia, sentindo-se seguro, assertivo e menos pressionado no ambiente de trabalho.
OFICINA 3A | Congresso
Por que alguns pacientes continuam sem dormir? Integrando Psicologia do Sono ao raciocínio clínico em EMDR
Danuska Tokarski
Esta oficina propõe ampliar o olhar clínico do terapeuta EMDR por meio de fundamentos da Psicologia do Sono e da TCC-I. O ponto de partida é uma distinção essencial na prática: nem toda insônia persistente em pacientes traumatizados é mantida exclusivamente pelo trauma. Mecanismos comportamentais, cognitivos e fisiológicos específicos do sono — como condicionamento do quarto, pressão homeostática, comportamentos de segurança e ansiedade de desempenho — frequentemente coexistem com os processos traumáticos e, quando não identificados, comprometem os resultados terapêuticos mesmo após um reprocessamento bem-conduzido.
A partir da discussão de casos clínicos, serão exploradas situações em que reconhecer esses fatores transforma o planejamento terapêutico — incluindo o manejo da hipervigilância noturna, do medo condicionado de não dormir e das dificuldades comuns durante a retirada de medicamentos hipnóticos.
O objetivo não é ensinar TCC-I ao terapeuta EMDR, mas desenvolver um raciocínio integrado que permita identificar o que está mantendo a insônia e decidir como intervir com mais precisão. Ao final, os participantes receberão um modelo estruturado de avaliação clínica — desenvolvido a partir de mais de vinte anos de experiência no tratamento da insônia — para apoiar a tomada de decisão em casos complexos onde trauma e sono se retroalimentam.
OFICINA 3B | Congresso
Quando amar não basta: TDAH, Trauma Relacional e Reparo com EMDR
Elizabeth Maio
Autores: Elizabeth Regina Maio (CRP 08/1886) e Leonardo Amorim Egea Garcia (CRP 08/23220).
O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em adultos pode impactar significativamente os relacionamentos amorosos, sobretudo quando desatenção, impulsividade, esquecimento, desorganização, falhas de planejamento e desregulação emocional são interpretados como descaso, egoísmo ou falta de amor. Este trabalho apresenta uma reflexão teórico-clínica sobre casais atravessados pelo TDAH, articulando psicoeducação, manejo relacional e contribuições da Psicoterapia EMDR para alvos associados à crítica, vergonha, rejeição, abandono e crenças negativas.
Parte-se da hipótese de que muitos conflitos conjugais não surgem apenas do evento concreto, mas da combinação entre sintomas executivos, leitura ameaçada do vínculo, história de críticas e dificuldade de reparo. Discute-se a diferença entre intensidade afetiva e continuidade relacional: relações podem começar com entusiasmo, hiperfoco, criatividade e conexão rápida, mas sofrer na manutenção de constância, previsibilidade e corresponsabilidade.
O EMDR é apresentado como recurso complementar para trabalhar memórias, gatilhos presentes e templates futuros que intensificam reações de ameaça no vínculo, sem substituir o tratamento multimodal do TDAH. São propostos eixos de intervenção: comunicação compassiva, contratos de conversa, pausas estruturadas, rotinas afetivas, divisão realista de tarefas, externalização de combinados, estabilização e práticas de autorregulação.
Conclui-se que o manejo clínico deve diferenciar sintoma, responsabilidade e culpa, ajudando o casal a transformar acusação em compreensão, e descontinuidade em reparo possível.
OFICINA 3C | Congresso
Contribuições do modelo IFS (Internal Family Systems) ao EMDR no tratamento do trauma complexo: o papel do Self e das Partes Internas
Rosalina de Jesus Moura
O tratamento do trauma complexo (TEPT-C) frequentemente apresenta desafios relacionados à dissociação, à dificuldade de acesso às memórias traumáticas e às interrupções no reprocessamento. Embora o EMDR, fundamentado no modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI), disponha de recursos eficazes para o tratamento dessas condições, o acesso às redes de memória traumática pode ser limitado por sistemas defensivos organizados em torno da proteção contra experiências emocionais percebidas como ameaçadoras.
O Internal Family Systems (IFS) compreende a mente como um sistema constituído por diferentes partes internas e pelo Self, entendido como uma capacidade inata de liderança, compaixão e integração. Nessa perspectiva, sintomas, defesas e conflitos internos são compreendidos a partir da dinâmica entre partes protetoras e partes que carregam experiências traumáticas.
Esta apresentação explora as contribuições do modelo IFS ao EMDR no tratamento do trauma complexo, enfatizando o papel do Self e das partes internas na compreensão da organização psíquica pós-traumática. Serão discutidas as convergências entre os dois modelos, destacando como o IFS pode enriquecer a formulação de caso, o manejo dos sistemas protetores e a ampliação das condições necessárias ao acesso e ao reprocessamento adaptativo de memórias traumáticas. A partir de exemplos clínicos, serão discutidas as contribuições do IFS para a compreensão e o manejo dos bloqueios ao reprocessamento frequentemente observados em pacientes com trauma complexo.
OFICINA 4A | Congresso
Grupo Terapêutico em EMDR com Mulheres em Contexto Intercultural
Lisia Junqueira
A migração internacional impõe rupturas e lutos que frequentemente demandam suporte psicológico especializado para o manejo de processos adaptativos. Este trabalho compartilha a prática clínica de um grupo terapêutico online fundamentado em terapia EMDR e Grupal, realizado no primeiro semestre de 2026.
A intervenção consistiu em oito sessões semanais de 120 minutos, envolvendo três mulheres acima de 40 anos em contexto de expatriação/migração. A metodologia integrou protocolos estabelecidos, como "As Quatro Estações" e "O TREM", a recursos customizados para a demanda intercultural, denominados "Seu Passaporte" e "Fazendo sua Necessaire”. Os dados, coletados via registros de observação e relatos das participantes, foram submetidos à Análise Temática. Os resultados indicaram uma redução subjetiva da perturbação e o fortalecimento de recursos adaptativos, permitindo às participantes integrar suas histórias pregressas às vivências atuais de forma mais saudável.
Conclui-se que a modalidade grupal em EMDR potencializa o processamento de traumas interculturais, oferecendo contribuições relevantes para terapeutas que buscam expandir a aplicação do protocolo padrão para populações migrante e estimula “Profissional EMDRista” à prática grupal em EMDR apresentando considerações positivas e identificando desafios na realização deste tipo de trabalho.
OFICINA 4B | Congresso
Psicoterapia EMDR no manejo de sintomas ansiosos associados ao comportamento de jogos de apostas: relato de caso clínico
Lana Cláudia Fernandes
O presente trabalho apresenta um relato de caso clínico referente ao acompanhamento psicoterapêutico de um paciente do sexo masculino, 23 anos, com quadro de ansiedade associado ao comportamento de jogos de apostas on-line. O caso evidenciou impacto significativo no funcionamento emocional, com manifestações de sofrimento psíquico, dificuldade de regulação emocional, sentimento de culpa e prejuízos na percepção de autocontrole.
A condução terapêutica foi realizada por meio da psicoterapia EMDR (Eye Movement Desensitization and Reprocessing), fundamentada no Modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI). Inicialmente, foram utilizados protocolos de estabilização e fortalecimento de recursos internos, visando ampliar capacidade de autorregulação emocional, percepção de segurança e desenvolvimento de estratégias adaptativas frente aos gatilhos relacionados ao comportamento de aposta.
Posteriormente, foi introduzido o protocolo básico da EMDR, respeitando os critérios clínicos de preparo, segurança emocional e avaliação contínua do paciente. O processo terapêutico buscou favorecer a identificação de experiências emocionalmente associadas ao comportamento aditivo, tendo em vista as recaídas, um padrão persistente de repetição com dificuldade de controle, conseguimos reduzir respostas emocionais disfuncionais e ampliarrecursos internos para enfrentamento.
Os achados clínicos reforçam a importância de abordagens integrativas orientadas pelo cuidado em trauma e pela compreensão dos fatores emocionais envolvidos nos jogos de apostas, destacando a contribuição da psicoterapia EMDR como estratégia de intervenção no fortalecimento emocional e promoção de respostas mais adaptativas.
OFICINA 4C | Congresso
Integração entre EMDR e Psicologia Analítica Junguiana e Neurociência: simbolismo, trauma e transformação psíquica
Vania Batistella
Este trabalho aborda a integração entre Psicologia Analítica, EMDR e neurociência na compreensão do trauma e da transformação psíquica, destacando símbolos, memória emocional, neuroplasticidade e processos terapêuticos de integração.
OFICINA 5A | Congresso
Trauma Racial e Desenvolvimento: contribuições de uma prática culturalmente sensível em EMDR no atendimento à população negra | Relato de experiência clínica
Débora Araújo
O trauma racial refere-se ao impacto psicológico resultante de experiências repetitivas de racismo interpessoal, institucional e estrutural, capazes de comprometer o desenvolvimento emocional, a construção da identidade e a percepção de si. Embora o modelo de Processamento Adaptativo da Informação (PAI) compreenda que experiências adversas podem permanecer armazenadas de forma disfuncional, a literatura sobre EMDR e trauma racial não é substancial.
Este trabalho tem como objetivo apresentar um relato de experiência clínica que evidencia a importância do letramento racial e da competência cultural do Terapeuta EMDR na condução do tratamento de uma mulher negra com sintomas ansiosos e sofrimento relacionado a vivências de discriminação racial. A formulação de caso, baseada no modelo PAI, identificou memórias associadas ao racismo e às microagressões raciais como fatores centrais na manutenção do sofrimento psicológico. A inclusão dessas experiências como alvos de reprocessamento possibilitou a ressignificação de crenças negativas, o fortalecimento de recursos adaptativos e uma compreensão mais integrada da relação entre a história de vida da paciente e seus sintomas. O caso evidencia que a validação clínica das experiências de racismo fortaleceu a aliança terapêutica e ampliou as possibilidades de intervenção por meio do EMDR.
Conclui-se que uma prática culturalmente sensível, fundamentada no reconhecimento do trauma racial, amplia a efetividade da formulação de caso e favorece intervenções mais éticas, contextualizadas e responsivas às necessidades da população negra, contribuindo para o avanço das discussões sobre trauma, equidade e inclusão na comunidade clínica de EMDR.
OFICINA 5B | Congresso
Do bloqueio competitivo à performance adaptativa: relato de caso com EMDR em atleta
Dimara Ribeiro
A Psicoterapia EMDR é amplamente reconhecida por sua aplicação no tratamento de experiências traumáticas e da perturbação associada a memórias disfuncionalmente armazenadas. Entretanto, sua utilização em contextos de melhoria de desempenho ainda é menos habitual na prática clínica, especialmente quando aplicada ao esporte competitivo. O objetivo é presentar relato de caso retrospectivo de intervenção com EMDR em atleta, cuja demanda inicial envolvia ansiedade competitiva, baixa autoconfiança e bloqueios de performance.
O caso foi conduzido em clínica privada, com autorização formal da paciente e preservação de dados identificadores. A formulação seguiu o modelo de Processamento Adaptativo da Informação, com elaboração de um plano de tratamento adaptado à melhoria de desempenho esportivo diante dos desafios pessoais do atleta. Foram trabalhados alvos relacionados a experiências competitivas de insucesso, crenças negativas associadas à capacidade atlética, disparadores pré-prova e projeções futuras de performance.
O protocolo foi tecnicamente ajustado diante da contraindicação de estimulação bilateral visual, priorizando recursos compatíveis com a segurança clínica da paciente. Ao longo do processo, observou-se redução da perturbação associada aos alvos trabalhados, fortalecimento de crenças adaptativas e melhora na disponibilidade emocional para enfrentar contextos competitivos. A evolução clínica foi acompanhada por mudanças funcionais percebidas no manejo da ansiedade, na autoconfiança e na postura diante de provas.
O caso ilustra a possibilidade de utilização do EMDR para além da remissão sintomática, favorecendo o reprocessamento de experiências que interferiam na expressão do potencial esportivo. Como um relato de caso, sem pretensão de inferência causal isolada, mas relevante para a reflexão sobre EMDR, performance, autoconceito e adaptação funcional no esporte.
OFICINA 5C | Congresso
Quando o sofrimento não pode ser sentido: integrando ACT e EMDR na estabilização do trauma complexo
Josiane Rosa Campos
O tratamento do trauma complexo, frequentemente associado à dissociação, dificuldades de apego, evitação experiencial intensa e baixa tolerância ao contato com experiências internas dolorosas, representa um desafio significativo para a prática psicoterapêutica. Este trabalho apresenta uma proposta de integração entre Terapia de Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares (EMDR) (Shapiro, 2018) e Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) (Hayes et al., 2012), na fase de preparação, discutindo como os processos de flexibilidade psicológica podem potencializar a estabilização de pacientes com trauma complexo com elevada evitação experiencial e sintomas dissociativos.
Foi realizada uma análise clínica ilustrativa do caso Maria (nome fictício), 55 anos, em acompanhamento psicoterapêutico com histórico de trauma relacional precoce, permanecendo na fase de preparação e estabilização do protocolo EMDR devido à dificuldade significativa de contato com experiências internas dolorosas, insegurança relacional e vulnerabilidade à dissociação. Foram articulados processos da ACT, como self como contexto, aceitação ativa, desfusão cognitiva, valores, ações comprometidas, sem o uso de práticas formais de mindfulness por ser uma paciente com tendência dissociativa (Treleaven, 2018), aos recursos do EMDR, incluindo lugar seguro, DIR, respiração, grounding orientado aos cinco sentidos, orientação temporal e espacial, movimentos corporais, ancoragem somática e figuras de proteção e sabedoria, além da construção de aliança terapêutica segura.
A integração entre ACT e EMDR favoreceu a estabilização clínica e a preparação para o reprocessamento traumático. Enquanto a ACT amplia a flexibilidade psicológica e orienta a pessoa por seus valores, o EMDR favorece a integração das memórias traumáticas como eventos do passado. Este relato ilustra o potencial dessa articulação no tratamento do trauma complexo (Travia, 2026).
OFICINA 6A | Congresso
Ecos do EMDR em Angola
Júlia Gabriela Lemos
A apresentação descreve um caso clínico de um adolescente de 13 anos (Dário), com histórico de hemofilia, que foi internado após uma agressão na escola. Apesar de não apresentar risco físico grave, o paciente mostrava sinais intensos de sofrimento emocional: apatia, silêncio, recusa alimentar e isolamento. Após avaliação psicológica, foi aplicada uma intervenção baseada em EMDR, utilizando abordagens lúdicas e adaptadas à idade, como o “abraço do anjo” e a técnica do “flash”.
Inicialmente, o nível de perturbação emocional do paciente era máximo (10), mas ao longo do processo houve redução significativa (até 2), acompanhada de melhora no estado emocional, comunicação e comportamento. Durante a intervenção, também emergiram questões familiares, especialmente a distância emocional da mãe, que, ao observar o processo, teve uma tomada de consciência, expressou arrependimento e buscou reconexão com o filho.
O caso demonstra o impacto positivo do EMDR não só no paciente, mas também no sistema familiar, resultando em alívio emocional, reconexão afetiva e rápida recuperação clínica, culminando na alta hospitalar.
Em síntese, a apresentação evidencia como o EMDR pode gerar transformações profundas mesmo em intervenções breves, promovendo regulação emocional e restauração de vínculos.
OFICINA 6B | Congresso
Inteligência Artificial e o futuro da Psique: resenha crítica
Wellton Lupercinio
A interseção entre Inteligência Artificial (IA) e Psicologia constitui uma das fronteiras mais desafiadoras da contemporaneidade, impactando diretamente a constituição da experiência subjetiva e o cuidado clínico. Diante da expansão das tecnologias algorítmicas, este trabalho aborda a lacuna teórica e prática da psicologia brasileira sobre como a "racionalidade algorítmica" reconfigura processos psíquicos.
O objetivo é realizar uma análise crítica da obra inaugural Inteligência Artificial e Psicologia (2024), avaliando suas contribuições e identificando pontos cegos para a compreensão do trauma e do sofrimento na era digital. Trata-se de uma resenha crítica, qualitativa e teórica, que analisa uma coletânea organizada em três eixos: (a) subjetividades digitais e crítica social; (b) reconfigurações do trabalho; e (c) implicações para a clínica e avaliação psicológica.
A análise evidencia a densidade conceitual, as tensões epistemológicas e as lacunas relativas à formação profissional e à psicologia experimental. Revela ainda que as tecnologias de IA não são neutras, operando como dispositivos de "governamentalidade digital" que influenciam a experiência subjetiva e podem intensificar processos de alienação e sofrimento psíquico vinculados à cultura da vigilância e à seletividade algorítmica.
Identifica-se um preocupante "vazio formativo" na graduação em Psicologia, em que a ausência de diretrizes éticas para o uso de chatbots coloca em risco a centralidade do sujeito e a singularidade do encontro clínico. Aponta-se ainda uma assimetria epistemológica decorrente da exclusão de perspectivas experimentais e neurocientíficas sobre os efeitos cognitivos da mediação tecnológica.
Conclui-se que a Psicologia deve manter uma "vigilância epistêmica" frente à tecnificação das relações humanas, defendendo a inovação tecnológica como suporte, jamais como substituto da escuta sensível, do julgamento clínico e da responsabilidade ética no tratamento de traumas e processos subjetivos mediados por interfaces artificiais.
OFICINA 6C | Congresso
Do Reprocessamento à Reestruturação: Terapia de EMDR integrada à Terapia dos Esquemas
Sergio Luiz Fonseca Dias
Este trabalho propõe uma integração teórica entre a terapia de Dessensibilização e Reprocessamento por Meio dos Movimentos Oculares (EMDR) e a Terapia dos Esquemas, destacando seus potenciais complementares no tratamento de traumas psicológicos. A partir de uma revisão da literatura, argumenta-se que enquanto a Terapia dos Esquemas fornece uma estrutura conceitual para identificar e modificar padrões emocionais desadaptativos, o EMDR oferece uma ferramenta eficaz para o reprocessamento neurobiológico de memórias traumáticas.
A combinação das abordagens amplia a profundidade terapêutica, acelera o processo de reestruturação emocional e favorece alívio mais duradouro dos sintomas, sugerindo um caminho promissor para intervenções clínicas mais integradas e eficazes.

















QUANDO E ONDE ESTE EVENTO SERÁ REALIZADO?
ESTE EVENTO OFERECE CRÉDITOS DE CERTIFICAÇÃO AVANÇADA?
ESTE EVENTO ENTREGA ALGUM CERTIFICADO?
QUALQUER UM PODE PARTICIPAR DESTE EVENTO?
QUAL É A DIFERENÇA ENTRE PRÉ-CONGRESSO, CONGRESSO E PÓS-CONGRESSO?
COMO É A POLÍTICA DE CANCELAMENTO?



