Breve História do EMDR no Brasil

Breve História do EMDR no Brasil

Aqui oferecemos uma breve retrospectiva de como a terapia EMDR chegou ao Brasil e foi se desenvolvendo.

Breve História do EMDR no Brasil: Uma Linha do Tempo

1. Antecedentes: A Origem do EMDR (1987–1995)

Antes de chegar ao Brasil, o EMDR tem uma origem que merece ser contada. Francine Shapiro, originalmente no doutorado em Literatura Inglesa, teve sua trajetória mudada por um diagnóstico de câncer de mama em 1979. Isso a levou a se mudar para a Califórnia, onde passou a estudar questões de saúde e, eventualmente, ingressou num doutorado em psicologia.

Foi nesse contexto que ela conheceu Robbie Dunton, que seria sua parceira no EMDR Institute até o fim da sua vida. Robbie era diretora assistente de um instituto para crianças com dificuldades de aprendizagem e conheceu Francine quando esta era professora de uma disciplina de comunicação. Robbie relembra que ficou impressionada com a presença de Francine desde o início.

Em 1987, durante uma caminhada num parque na Califórnia, Francine percebeu que movimentos oculares reduziam a intensidade de pensamentos perturbadores. Robbie Dunton foi uma das primeiras pessoas a experimentar o método, durante um jantar:

"Houve alguma coisa essa semana que você se lembra que lhe deu ansiedade?" — perguntou Francine. "Agora acompanha os meus dedos e mova seus olhos."

Inicialmente chamado de EMD (Eye Movement Desensitization), o método foi posteriormente ampliado com o "R" de Reprocessamento, tornando-se EMDR (1989). Os primeiros estudos foram com veteranos da Guerra do Vietnã e com mulheres sobreviventes de abuso.

O primeiro workshop de Francine ocorreu em Israel, em 1988, a convite de um terapeuta do exército. Em seguida, workshops pequenos no Mental Research Institute, em Palo Alto, e depois em universidades pelo país. O primeiro artigo científico foi publicado em 1989. Nessa mesma época, Francine visitou a Colômbia — provavelmente o único país da América Latina que visitou nos primeiros anos.

Robbie Dunton desempenhou um papel fundamental como braço administrativo do Instituto:

"Sem a Robbie, esse trabalho não teria se desenvolvido da forma magnífica a nível mundial."

Em 1994, em resposta ao atentado de Oklahoma City, foi criado o EMDR HAP (Humanitarian Assistance Programs), hoje chamado Trauma Recovery. Em 1995, foi fundada a EMDRIA (EMDR International Association), inicialmente concebida como uma associação internacional, mas que acabou se tornando uma associação nacional americana — a Europa criaria sua própria associação logo depois.

Em 1998, Francine nomeou John Hartung como treinador para a América Latina, pois ele falava espanhol e tinha anos de experiência com Voluntários para a Paz na Costa Rica.

2. Os Primeiros Contatos no Brasil (1996–1998)

O início da década de 1990 foi um período de efervescência na psicoterapia mundial. As conferências da Fundação Milton Erickson, em Phoenix, Arizona, dirigidas por Jeff Zeig, reuniam mais de 5.000 profissionais. Foi nesse cenário que Carlos Rabinovich, médico psiquiatra de Curitiba, entrou em contato com o EMDR.

Rabinovich completou os Níveis 1 e 2 de EMDR com John Hartung e Francine Shapiro no final de 1996. Retornou ao Brasil entusiasmado e organizou os primeiros cursos de EMDR no país em 1997 e 1998, em São Paulo, convidando a Dra. Graciela Rodríguez de Buenos Aires.

Os cursos no Brasil eram ministrados em espanhol, o que criava uma barreira significativa para os participantes brasileiros. Como relembra Ricardo Teixeira, fazia-se um glossário durante as aulas, traduzindo os termos do espanhol para o português em tempo real para ajudar os colegas.

Rabinovich percebeu que entusiasmo e boa vontade não eram suficientes para organizar um empreendimento daquele tamanho. Decidiu abrir mão da organização dos cursos. Felizmente, como ele próprio relata:

"Nosso amigo Ricardo Teixeira continuou com muito empenho mantendo viva a difusão do EMDR, nesse momento importante em que o método nem era conhecido por aqui."

Em 1998, Ricardo Teixeira ouviu falar do EMDR pela primeira vez num curso de hipnoterapia do Dr. Jairo Mancilha. Uma segunda referência veio do Dr. Jorge Stolkiner, num seminário sobre Orgonoterapia no Rio de Janeiro. Stolkiner comentou sobre a eficácia da técnica que fazia sucesso nos Estados Unidos. Teixeira se interessou e, através da Dra. Sofia Bauer, entrou em contato com Carlos Rabinovich, que lhe repassou o e-mail da Dra. Graciela Rodriguez.

3. O Primeiro Curso no Rio de Janeiro (1999)

Em janeiro de 1999, Ricardo Teixeira organizou a primeira turma de EMDR no Rio de Janeiro, num hotel em Copacabana, com 25 pessoas. Foi a primeira formação da técnica realizada na cidade.

O impacto foi imediato. Teixeira descreve a experiência:

"O EMDR provocou em mim e na maioria dos meus colegas o impacto que causa quando a pessoa experimenta a vivência da técnica em si própria. Geralmente, a pessoa fica surpresa de ver como estava num nível alto de sofrimento e que vai baixando, e como estava se interpretando de forma negativa e, de repente, muda completamente para uma visão mais positiva. Isso é assombroso."

Esly Carvalho, que foi paciente de EMDR em 1995 e fez os Níveis 1 e 2 em 1996-1997, este último nível com a própria Dra. Francine Shapiro, interessou-se em levar a abordagem a outros países. Em 1998, seu marido foi transferido para o Equador, e em 1999, ela levou John Hartung para dar início aos treinamentos naquele país. Nesse período, Francine Shapiro nomeou John Hartung como "treinador de treinadores" para toda a América Latina.

4. Consolidação e Expansão (2000–2003)

Os primeiros anos do EMDR no Brasil foram intensos. Ricardo Teixeira organizou cursos no Rio de Janeiro, um evento sobre trauma e EMDR, e também turmas em Brasília. Ajudou Magda Pearson a organizar em São Paulo e Sofia Bauer em Belo Horizonte. Também organizou um evento de um dia no Largo do Machado, Rio de Janeiro, com cerca de 60 pessoas, com palestras de Carlos Rabinovich e Graciela Rodriguez.

Uma contribuição fundamental de Teixeira foi a fundação da Editora Novatemática, que publicou no Brasil o livro "EMDR: Princípios Básicos, Protocolos e Procedimentos" de Francine Shapiro. A primeira edição brasileira foi baseada na segunda edição americana (2001). A editora também publicou mais três livros: outro, da Francine Shapiro, o livro de David Grand (EMDR em Velocidade Máxima, e o livro de João Hartung sobre Psicologia Energética.

Em 2000, Teixeira mudou-se para Brasília e transferiu a organização dos cursos no Rio para Márcia Mathias, que continuou o trabalho por vários anos com a treinadora argentina Graciela Rodriguez.

Foi nesse período que Ricardo e Esly começaram a trocar e-mails (por volta de 2001-2002, quando Esly morava ainda nos Estados Unidos). O primeiro encontro presencial ocorreu na casa da mãe de Esly, em Brasília. Esly estava então em processo de treinamento para se tornar Trainer de EMDR, com John Hartung como seu treinador.

A grande virada começou em outubro de 2002, quando Carlos Rabinovich recebeu o primeiro contato do EMDR Institute através de John Hartung, solicitando uma visão atualizada da situação do EMDR no Brasil. Rabinovich transmitiu a necessidade premente de uma treinadora dedicada ao país que falasse português. Como ele descreve:

"Finalmente, deu-se um final feliz aos destinos do EMDR no Brasil, enviando a nossa querida Esly, que reunia todos os predicados necessários para a árdua tarefa de implantar definitivamente o EMDR."

5. A Chegada de Esly e a Primeira Formação em Português (2004)

Em agosto de 2004, Esly ministrou a primeira formação de EMDR em português no Brasil, no Rio de Janeiro. Isso representou um marco: pela primeira vez, os profissionais brasileiros podiam fazer o treinamento em sua língua nativa, sem a barreira do espanhol.

Esly relembra as dificuldades iniciais:

"Quando a gente começou a dar formação aqui em 2004, não tinha quase nenhum livro em português sobre EMDR: só mesmo o livro da Francine, lançado pelo Ricardo Teixeira pela editora dele."

Em 2005, novos cursos foram organizados em São Paulo (com Ana Maria Zampieri), em Brasília (com André Monteiro)e em Porto Alegre (Adriana Zanonato). Esly insistiu muito com André Monteiro, amigo de muitos anos, que havia conhecido ainda quando dava aula para ele na graduação em psicologia, e Esly terminava seu mestrado. Haviam trabalhado juntos por muitos anos com o Psicodrama depois da formatura dele e, devido à amizade, insistiu com ele para que organizasse o primeiro curso em Brasília.

Esly foi a primeira treinadora autorizada a dar formação em português pelo EMDR Institute (2004), o que facilitou enormemente a expansão da abordagem no Brasil. Posteriormente, em 2005, Dra. Shapiro a nomeou Treinadora de Treinadores, o que lhe permitiu a expansão do movimento no seu país. Em 2006, o marido da Esly foi transferido para o Brasil, e o movimento deslanchou a partir daí.

6. Estruturação Institucional (2007–2009)

O ano de 2007 foi marcante. Fundou-se EMDR Iberoamérica (EMDR IBA). Esly foi a primeira presidente e cumpriu duas gestões (2007-2013). A associação congregava os países de língua espanhola e o Brasil. O primeiro Congresso Latino-Americano e Ibero-Americano de EMDR foi realizado em Brasília (2007), organizado por Esly, André Monteiro e Ricardo Teixeira. Estiveram presentes David Grand, John Hartung, e Uri Bergmann como preletores.

Foto (parcial) dos participantes do I Congresso EMDR IBA em Brasília, com 187 inscritos de 13 países.

Em 2008, formou-se a empresa EMDR Treinamento e Consultoria. Fundou-se a Associação Brasileira de EMDR. Ricardo Teixeira ajudou a desenvolver o estatuto básico — propositalmente difícil de modificar — para proteger a qualidade dos treinamentos, a necessidade de supervisão e a identidade do EMDR. André Monteiro foi o primeiro presidente, e Esly Carvalho foi vice-presidente, preferindo este cargo para não incorrer em conflito de interesses, já que era responsável pela equipe que oferecia treinamento básico. Neste ínterim, André Monteiro tinha sido formado como trainer e, posteriormente, como Trainer of Trainers, pela Esly Carvalho. Igualmente, Silvia Guz veio a trabalhar de forma muito integrada em 2010 e tornou-se Trainer of Trainers. Jandira Rosa posteriormente passou a integrar a equipe TraumaClinic a partir de 2014.

A Associação enfrentou muitos desafios institucionais e jurídicos nos seus primeiros anos. Houve resistência ideológica de setores do Conselho Federal de Psicologia e o desconhecimento da sociedade em geral sobre o que era a abordagem EMDR. Houve um parecer favorável do conselheiro Adriano Holanda (CRP 01, Brasília), registrado oficialmente, atestando que o EMDR não tinha nada que desabonasse sua prática por psicólogos, o que serviu para começar a oferecer uma legitimidade cada vez maior ao EMDR no Brasil.

Toda a primeira diretoria da Associação Brasileira de EMDR, dirigida por André Monteiro, renunciou no final de 2010, deixando menos de 30 sócios. Silvia Guz foi eleita presidente e, novamente, a Esly assumiu a vice-presidência. Rita Silva e Silva, Silvana Salomoni e Alice Skowronski fizeram parte dessa diretoria pelos próximos quatro anos, duas gestões, e organizaram vários eventos, inclusive congressos nacionais de EMDR em São Paulo e Brasília. Deixaram a Associação composta por mais de 250 sócios, um caixa financeiro sólido e uma administração associativa forte.

Em 2009, entrou para a equipe administrativa Roseane Ferreira, que começou a desenvolver uma função essencial: organizar a empresa, seus arquivos, contabilidade e toda a infraestrutura necessária para o bom andamento e a possível expansão das atividades do treinamento básico. Com a formação da TraumaClinic em 2014, ela passou à Diretora Executiva, assumindo as tarefas do Grupo TraumaClinic, que desempenha até hoje com excelência e integridade.

Por volta de 2008-2009, o CRP de Santa Catarina questionou a prática do EMDR por colegas. Pouco tempo depois, o CRP do Paraná processou profissionais que ensinavam EMDR. Foi preciso que a Associação Brasileira de EMDR contratasse advogado. Felizmente, a Associação venceu a ação judicial, muito bem defendida diante do juiz pela presidente da época, Silvia Guz.

Como Ricardo afirmou:

"A gente não vai deixar de dar aula de uma formação que hoje tem mais embasamento científico do que a psicanálise."

Esly Carvalho apagando as velas junto com a Dra. Francine Shapiro e outros representantes internacionais nos 25 anos de EMDR

Representando EMDR IBA na abertura do congresso de EMDRIA

7. O Congresso da Costa Rica e o Legado de Francine (2013)

Em 2013, foi realizado o III Congresso Ibero-Americano de EMDR na Costa Rica, organizado por Gabriela Segura. Foi um marco emocional e profissional. Francine Shapiro esteve presente e circulou intensamente pelo evento. Robbie Dunton conta que foi um dos pontos altos da vida dela e de Francine: Robbie comentou várias vezes com Esly que lembrava que foi um dos melhores congressos a que ela e Francine Shapiro assistiram na vida, segundo o comentário da própria Francine a Robbie.

Traduzindo para Francine Shapiro no III Congresso de EMDR IBA na Costa Rica

Esly Carvalho e Francine Shapiro

Com Roberto Stickgold e Debbie Korn no III Congresso de EMDR IBA na Costa Rica.

"Fomos embora com um sentimento de gratidão e apreço pelo que estão fazendo na América Latina. Aqueceu os nossos corações", disse Robbie Dunton.

Esly, que na época era presidente da EMDR Iberoamérica, lembra de um café da manhã com Francine Shapiro, Robbie Dunton e Raquel Hoersting, onde esta se interessou genuinamente pelo trabalho sendo feito no Brasil. Nesta reunião, Francine nomeou Raquel como representante para pesquisas EMDR para EMDR IBA. Francine tirava fotos com os congressistas e pedia cinco dólares por foto, revertidos para o trabalho de ajuda humanitária — uma visão moderna de usar sua própria imagem para financiar o EMDR em países carentes.

Esly Carvalho, Francine Shapiro, Raquel Hoersting, Robbie Dunton

Esly entregou a presidência da EMDR Iberoamérica ao final desse congresso, onde foi eleita a seguinte diretoria da EMDR IBA, encabeçada por Santiago Jácome, do Equador.

8. Expansão, Pesquisa e Novos Caminhos (2014–2020)

Em março de 2014, Esly fundou duas instituições importantes: a TraumaClinic Brasil (clínica com modelo de tratamento integrado com EMDR) e a Editora TraumaClinic. Dois meses depois, recebeu o diagnóstico de câncer, o que a afastou temporariamente do trabalho que vinha desenvolvendo em ritmo intenso.

Apesar das dificuldades, a formação continuou crescendo: formavam-se cada vez mais facilitadores, supervisores, e surgiam organizadores em novas cidades (Curitiba, Recife, Goiânia, Porto Alegre, etc.). Destacam-se Adriana Zanonato, Adineide Nolasco, Beth Maio, Ricardo Teixeira, Jackeline Gomes, Lana Fernandes, Silvana Salomoni, Ana Lucia Castello, Sirley Bittú, Ana Maria Zampieri, Alice Skowronski, Tina Zampieri, entre outros, que fizeram parte da primeira geração da equipe formada por Esly Carvalho.

Em 2015, André Monteiro se desligou da equipe TraumaClinic e fundou sua própria empresa. Jandira Rosa, trainer que integrava a equipe da TraumaClinic, preferiu aderir à equipe do André e saiu posteriormente. Mais recentemente, Rita Silva e Silva, que trabalhou vários anos como Trainer na equipe TraumaClinic, deixou a equipe e constituiu sua própria empresa em Belo Horizonte.

Esly Carvalho representou o trabalho de EMDR na América Latina no aniversário de 25 anos da EMDRIA, onde ajudou a soprar as velas do bolo de aniversário junto com a Francine Shapiro e outros representantes internacionais. Durante muitas décadas, apresentou seus trabalhos criativos nos congressos norte-americanos (EMDRIA) e do EMDR Canadá, assim como de EMDR Europa.

A terceira e definitiva edição do livro de Francine Shapiro foi lançada em português pela Editora Amanuense em 2020. Francine Shapiro faleceu em 2019, aos 71 anos, deixando um legado admirável em relação ao que descobriu e desenvolveu.


9. Expansão Internacional e Crescimento Nacional (2021-presente)

A pesquisa também avançou. Foi conduzido um estudo piloto sobre fobia de agulha com neuroimagem (tomografia), em parceria com médicos do Núcleo de Medicina Nuclear e Imagem, com apoio estatístico de Raquel (uma das treinadoras da equipe TraumaClinic), e a supervisão do Dr. Daniel Amen (EUA). Os resultados mostraram mudanças cerebrais após apenas três sessões de EMDR e foram apresentados em congressos de neuroimagem — um marco na projeção interdisciplinar do método no país.

O Modelo TraumaClinic teve a honra de ter seu trabalho publicado no Journal of EMDR Practice and Research, escrito por Esly Carvalho e Raquel Hoersting, sendo o primeiro trabalho em 30 anos a ser publicado especificamente sobre a forma de treinamento EMDR e não simplesmente a validação da abordagem em si.

Durante a pandemia de COVID-19, a formação online foi implementada pioneiramente, ampliando significativamente o alcance da TraumaClinic. Foi-se aperfeiçoando o modelo ao vivo online e, com isso, levou-se a formação EMDR para Angola e Moçambique — países lusófonos com histórias de guerra e trauma. Em 2024, Olivar Estevan se mudou para Cabo Verde com a sua família com o intuito de implantar o movimento EMDR neste país e coordenar os países africanos, com vistas também à Guiné-Bissau.

Esly Carvalho deixou o EMDR Institute depois de trabalhar por 20 anos como Trainer of Trainers para português e espanhol, e a equipe da TraumaClinic passou a ter a possibilidade de organizar-se para oferecer a formação em outros países e em outras línguas. Com isso, colegas da Polônia, do Egito, do Paquistão, da Libéria e dos Estados Unidos foram incluídos no rol dos formados pela TraumaClinic.

Atualmente (2026), a equipe da TraumaClinic já formou mais de 5.000 terapeutas em mais de 20 cidades brasileiras, e há mais de 25 facilitadores e supervisores formados pelo programa da TraumaClinic. Seu primeiro congresso internacional se realiza em Belo Horizonte em 2026.

Categorias: : EMDR

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